Uma nova revisão destaca como as tecnologias modernas estão mudando fundamentalmente o desenvolvimento de anticorpos terapêuticos. A combinação de análises de célula única e Inteligência Artificial é considerada um avanço crucial.
A revisão, publicada na revista científica Frontiers in Bioengineering and Biotechnology, descreve o desenvolvimento de tecnologias de exibição de anticorpos, desde o método clássico de hibridoma, passando por exibição de fagos, leveduras e ribossomos, até os sistemas atuais baseados em células de mamíferos e células únicas.
O foco está na crescente integração do sequenciamento de RNA de célula única (scRNA-seq) e métodos de IA como AlphaFold. Essa combinação permite a identificação muito mais rápida e precisa de anticorpos específicos de antígenos, bem como a análise de populações raras de células. Isso pode encurtar os tempos de desenvolvimento e aumentar a taxa de sucesso na geração de anticorpos clinicamente úteis.
No entanto, os autores apontam desafios contínuos, incluindo diversidade limitada de bibliotecas, problemas de expressão e glicosilação, bem como questões de escalabilidade e custo. Eles enfatizam a necessidade de abordagens interdisciplinares para superar esses obstáculos.
A revisão destaca o potencial das novas tecnologias para terapias personalizadas em câncer, doenças autoimunes e infecções.
Fonte:
Sahu A et al. (2026). Antibody display technologies from phages to cells: translational bottlenecks and AI-enabled opportunities. Frontiers in Bioengineering and Biotechnology. DOI: 10.3389/fbioe.2026.1789373
