Pessoas com doença de Alzheimer podem reter sua capacidade de empatia, apesar do declínio em outras habilidades sociais. Este é o achado de um novo estudo liderado por pesquisadores do University College London (UCL).
Os pesquisadores descobriram que pessoas com doença de Alzheimer pontuaram ligeiramente mais alto em uma medida de empatia do que seus colegas de idade com comprometimento cognitivo leve, embora tenham tido um desempenho pior em outras medidas de cognição social, como o reconhecimento de expressões faciais e a compreensão dos pensamentos de outras pessoas.
Os autores do estudo, publicado em Alzheimer’s & Dementia e apoiado pela Wellcome, dizem que esta pode ser a primeira vez que uma melhoria em uma área cognitiva foi encontrada na demência.
Os autores do estudo revisaram dados de 28 estudos anteriores em todo o mundo, envolvendo um total de 2.409 participantes que tinham comprometimento cognitivo leve ou demência. O comprometimento cognitivo leve é considerado um estado de risco para a demência e é caracterizado por um declínio cognitivo maior do que o esperado para a idade, mas que ainda não afeta as funções do dia a dia.
Os pesquisadores encontraram evidências consistentes de um declínio progressivo na capacidade de pessoas com demência de reconhecer expressões faciais e entender os processos de pensamento de outras pessoas. Pessoas com doença de Alzheimer ou demência frontotemporal tiveram um desempenho pior do que pessoas com comprometimento cognitivo leve.
