Miastenia gravis (MG) é uma doença autoimune crônica na qual anticorpos bloqueiam a comunicação entre nervos e músculos, levando à fraqueza do músculo esquelético. Ela pode causar visão dupla, dificuldade para engolir e, ocasionalmente, dificuldade severa para respirar, entre outros sintomas. Muitas doenças autoimunes, como a MG, e uma série de outras doenças humanas resultam da incapacidade de regular a atividade dos anticorpos IgG – essas doenças são coletivamente chamadas de patologias mediadas por IgG.
Em um artigo publicado este mês na Cell, pesquisadores da Emory University descobriram uma família de enzimas que reduzem patologias mediadas por IgG em doenças como a MG. Os resultados, realizados em modelos de camundongos, mostram que uma enzima específica (uma endoglicosidase chamada CU43) foi particularmente eficaz no tratamento de doenças causadas por anticorpos hiperativos.
A enzima recém-descoberta foi usada para tratar uma série de patologias mediadas por IgG diferentes em camundongos e provou ser extremamente eficaz. Em comparação com os medicamentos atualmente disponíveis no mercado para tratar a MG, a nova enzima foi muito mais eficaz no alívio dos sintomas e em uma dose muito menor – foram necessárias 4.000 vezes menos enzima para obter o mesmo efeito biológico. Para os pacientes, uma dose mais eficaz e menor pode significar menos efeitos colaterais e várias opções na administração do medicamento.
