A inteligência artificial (IA) surgiu em várias formas, tanto na sociedade quanto na medicina. Seu papel na medicina ainda está em desenvolvimento, mas sem dúvida ajudará na avaliação de imagens (raios-X, laudos patológicos, vídeos de colonoscopias), bem como na elaboração de relatórios de alta, pareceres consultivos e diagnósticos. Ela também pode ajudar a alcançar o tão esperado objetivo da medicina de precisão. Além disso, ela tem desempenhado e continuará a desempenhar um papel cada vez maior nas publicações científicas em pelo menos duas áreas: na revisão por pares e na redação de manuscritos.
De acordo com Howard Bauchner, MD, editor-chefe emérito do Journal of the American Medical Association, a IA mudará a forma como os manuscritos científicos são escritos nos próximos anos, ajudará a revisá-los e auxiliará os editores a selecionar os artigos mais influentes. "Potencialmente, ela pode ajudar os editores a aumentar o impacto de suas revistas", diz Bauchner, professor de pediatria na Chobanian & Avedisian School of Medicine da Boston University.
Em um comentário convidado no European Journal of Emergency Medicine, Bauchner examina como a IA pode ser usada pelos editores. "Como está se tornando cada vez mais difícil encontrar revisores suficientes, os editores podem usar a IA para criar uma "avaliação" inicial. Um artigo com uma avaliação considerada boa pode então ser enviado para revisão externa (com uma revisão superficial pelos editores). Artigos com uma avaliação insatisfatória podem, no entanto, ser considerados para publicação pelos editores após a revisão, ou os autores podem até ser solicitados a revisar o manuscrito, dependendo do relatório", explica ele.
