A insuficiência de doses de vacina e a ruptura de estoques de antitoxinas diftéricas (produtos que neutralizam a toxina, veneno secretado pela bactéria responsável pela doença) não permitiram uma resposta eficaz à epidemia de difteria que já causou mais de 1.300 mortes na Nigéria, Níger e Guiné.
Segundo Julien Potet, conselheiro sênior de doenças tropicais negligenciadas na Médicos Sem Fronteiras (MSF), "infelizmente" não havia estoques de emergência em larga escala de vacinas e antitoxinas antes do início da epidemia.
"Antes da epidemia, não havia nenhum programa, que eu saiba, que permitisse transferir algumas doses de vacina para a vacinação de recuperação. As vacinas disponíveis nos países eram exclusivamente reservadas para a vacinação de rotina no âmbito do programa ampliado de vacinação", afirma ele.
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https://www.scidev.net/afrique-sub-saharienne/news/la-penurie-de-medicaments-aggrave-lepidemie-de-diphterie-en-afrique/
