Um estudo da Inner Mongolia Agricultural University, publicado na Engineering, investiga as interações entre o probiótico Lacticaseibacillus paracasei Zhang (LCZ) e o redutor de colesterol lovastatina. Os resultados indicam que baixas doses de LCZ melhoram significativamente a eficácia da lovastatina, enquanto doses mais altas podem aumentar a toxicidade do medicamento.
Experimentos in vitro revelaram que o LCZ converte a lovastatina em sua forma ativa, o ácido hidroxilado da lovastatina, sugerindo um potencial aumento na eficácia do medicamento. Testes in vivo em hamsters sírios com hiperlipidemia confirmaram que uma combinação de lovastatina em baixa dose (2,5 mg/kg) com LCZ reduziu significativamente o peso corporal e os níveis de gordura no sangue, sem causar danos ao fígado, rins ou músculos. Essa combinação foi mais eficaz do que a lovastatina isolada, indicando uma melhor absorção devido ao probiótico. No entanto, doses mais altas de lovastatina (10 e 20 mg/kg) em combinação com LCZ levaram a taxas de mortalidade aumentadas, sugerindo níveis sanguíneos tóxicos. Todos os experimentos com animais seguiram as diretrizes éticas da Inner Mongolia Agricultural University (IACUC-20220007).
Análises da microbiota intestinal e seus metabólitos mostraram que o LCZ altera o ambiente intestinal, promovendo a solubilidade e absorção da lovastatina. Isso explica o aumento da eficácia em baixas doses. Em doses mais altas, no entanto, a absorção aumentada levou a efeitos tóxicos. Além disso, a análise da expressão gênica no fígado mostrou uma regulação positiva de genes envolvidos no metabolismo de ácidos biliares e de medicamentos, apoiando o efeito aprimorado.
O estudo destaca a necessidade de dosagem precisa na combinação de probióticos e medicamentos. Enquanto baixas doses de LCZ otimizam a eficácia da lovastatina, doses mais altas exigem cautela devido ao risco de toxicidade. Os resultados contribuem para a farmacomicribioma e enfatizam a importância de abordagens personalizadas na medicina para equilibrar benefícios e riscos.
Contexto: A lovastatina, uma estatina, é usada para tratar hiperlipidemia, mas pode causar efeitos colaterais como danos musculares ou sobrecarga hepática. Probióticos como o LCZ estão sendo cada vez mais estudados para melhorar a eficácia de medicamentos, modulando a flora intestinal. O estudo (DOI: 10.1016/j.eng.2025.04.017) fornece uma base para pesquisas clínicas futuras para validar a segurança e a eficiência de tais terapias combinadas em humanos.
