A ablação por campo pulsado (PFA) é segura para o tratamento de pacientes com tipos comuns de fibrilação atrial (FA), de acordo com o maior estudo do tipo sobre essa nova tecnologia, liderado pela Icahn School of Medicine at Mount Sinai.
O estudo internacional “MANIFEST-17K” é o primeiro a demonstrar resultados importantes de segurança em uma grande população de pacientes, incluindo nenhum risco significativo de danos esofágicos com a PFA. A PFA é a mais recente modalidade de ablação aprovada pela Food and Drug Administration que pode ser usada para restaurar um batimento cardíaco regular. Os achados, publicados em 8 de julho na Nature Medicine, podem levar a um uso mais frequente da PFA em vez de terapias convencionais para o manejo de pacientes com FA.
“O MANIFEST-17K proporciona confiança de que, ao contrário da ablação térmica convencional, a PFA com o cateter pentaspline não causa a complicação mais temida da ablação de FA — danos esofágicos — nem causa estenose da veia pulmonar ou lesão persistente no diafragma”, diz o autor sênior Vivek Reddy, MD, Professor de Eletrofisiologia Cardíaca na Icahn Mount Sinai, detentor da Cátedra Leona M. e Harry B. Helmsley Charitable Trust. “Este estudo descobriu que outras complicações gerais também foram raras, incluindo tamponamento pericárdico ocorrendo em aproximadamente um em cada 200 pacientes, acidente vascular cerebral em um em cada 1.000 e morte em menos de um em cada 1.000 pacientes. Dada a relativa novidade da ablação por campo pulsado, estes são resultados de segurança importantes.”
