Na Alemanha, mais de 100.000 mulheres anualmente decidem não continuar com a gravidez. O aborto é regulamentado pelo parágrafo 218 do código penal, que classifica os abortos como ilegais em princípio, mas os isenta de punição sob certas condições. Essa regulamentação tem amplas consequências para as mulheres afetadas e para o pessoal médico, como relata a edição atual da revista de saúde „Apotheken Umschau“ (edição de julho A de 2025).
Mais de 80% da população rejeita as regulamentações atuais, e o Congresso Alemão de Médicos se manifestou a favor da descriminalização no final de maio. No entanto, falta vontade política para uma reforma, como enfatiza a Prof. Dra. Christiane Woopen, membro da comissão do Bundestag sobre abortos. A Dra. Alicia Baier, da Doctors for Choice, vê potencial para pequenas melhorias, mas o contrato de coalizão prioriza a proteção da vida não nascida e restringe ainda mais os abortos. No entanto, promete melhor acesso a cuidados médicos seguros, cobertura de custos ampliada pelos planos de saúde e maior formação médica continuada.
Leis restritivas como o parágrafo 218, segundo Baier, não impedem abortos, apenas os atrasam, sem aumentar o número de interrupções. Na Polônia, onde vigora uma das leis de aborto mais rigorosas da Europa, a organização „Ciocia Basia“ apoia mulheres na realização de abortos na Alemanha. Apesar do debate contínuo, o parágrafo 218 permanecerá em vigor por pelo menos mais quatro anos.
