Um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh e do UPMC Hillman Cancer Center mostra que uma enzima chamada PARP1 está envolvida no reparo dos telômeros, os comprimentos de DNA que protegem as pontas dos cromossomos, e que prejudicar esse processo pode levar ao encurtamento dos telômeros e à instabilidade genômica que pode causar câncer.
A função da PARP1 é a vigilância genômica: quando detecta quebras ou lesões no DNA, ela adiciona uma molécula chamada ADP-ribose a proteínas específicas, que agem como um farol para recrutar outras proteínas que reparam a quebra. As novas descobertas, publicadas hoje na Nature Structural & Molecular Biology, são a primeira evidência de que a PARP1 também atua no DNA telomérico, abrindo novos caminhos para a compreensão e o aprimoramento de terapias contra o câncer que inibem a PARP1.
O’Sullivan hipotetiza que a ADP-ribose afeta a integridade dos telômeros ao interromper uma estrutura protetora chamada shelterina, que protege os telômeros, mas mais pesquisas são necessárias para confirmar isso.
“O direcionamento da PARP1 tem sido uma grande história de sucesso para a terapia do câncer, mas alguns pacientes desenvolvem resistência aos inibidores da PARP1”, disse O’Sullivan. “Estou animado com este estudo porque descobrimos algo novo sobre a biologia da PARP1, o que gera uma série de novas perguntas que podem nos ajudar a desenvolver abordagens inovadoras para direcionar a PARP1 ou ajustar as terapias que já temos. Estamos bem no início de algo empolgante, e há muito mais a explorar.”
https://www.nature.com/articles/s41594-024-01279-6

