Uma cepa do vírus da gripe aviária H5N1 encontrada em um trabalhador de laticínio do Texas que foi infectado nesta primavera conseguiu se espalhar pelo ar entre furões – embora de forma ineficiente – e matou 100% dos animais infectados em estudos realizados no início deste ano por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison com essa cepa.
A boa notícia: o trabalhador de laticínio apresentou apenas sintomas leves e se recuperou totalmente, e a cepa de H5N1 com a qual ele foi infectado não parece estar se espalhando mais na natureza.
No entanto, os resultados destacam os perigos de um vírus que continua a se espalhar entre vacas leiteiras e, ocasionalmente, entre trabalhadores rurais. O principal cientista do estudo disse que ficou surpreso com a facilidade com que essa cepa específica conseguiu matar furões.
"Este é um dos vírus mais patogênicos que já vi em furões", diz Yoshihiro Kawaoka, professor de Patobiologia na Universidade de Wisconsin-Madison, que liderou o trabalho descrito em 28 de outubro de 2024, na revista Nature.
Furões são frequentemente usados como animais modelo para estudar como os vírus da gripe, que infectam principalmente aves, podem se adaptar a mamíferos. Kawaoka e seus colegas no Influenza Research Institute da Universidade de Wisconsin-Madison estão investigando esse tópico, pois tal salto poderia desencadear uma pandemia de gripe.
https://www.nature.com/articles/s41586-024-08254-7
