No corpo humano, os sinais gerados pelo movimento de íons carregados entre as células e transmitidos na interface da epiderme refletem uma ampla gama de atividades. Detectar esses sinais pode nos ajudar a entender melhor como os sistemas biológicos do corpo funcionam. Também pode ser uma ferramenta útil para diagnosticar uma série de doenças, incluindo distúrbios neurológicos, doenças cardíacas, derrames e câncer.
A limitação no uso de tais sinais é obter sinais bons e estáveis da pele. Isso significa que os eletrodos usados devem ter alta condutividade e flexibilidade e devem funcionar bem em vários ambientes. Para resolver esse problema, um grupo de pesquisadores da Universidade de Tianjin, na China, desenvolveu um novo eletrodo flexível que pode medir com precisão os sinais elétricos do corpo humano.
Yiming Li, o principal autor do estudo e pesquisador do Tianjin Key Laboratory of Molecular Optoelectronic Sciences, explica: “Existem algumas coisas que podem afetar a precisão das medições de sinais do corpo. Por exemplo, a resistência elétrica da derme e da epiderme enfraquece a força dos sinais epidérmicos monitorados.”
Além disso, o movimento relativo inevitável entre os eletrodos e a superfície da pele pode prejudicar a coleta de dados, e as mudanças nas condições, como temperatura da superfície da pele, umidade e transpiração, também podem afetar a qualidade do sinal.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2950235724000180
