Pesquisadores espanhóis defendem o uso de suor em estudos de metabolômica para medir a gravidade da apneia do sono. De acordo com Laura Castillo, pesquisadora e estudante de doutorado na Universidade de Córdoba, o suor é uma alternativa ideal ao sangue e à urina, pois a coleta de amostras é minimamente invasiva e de fácil acesso, e o biofluido não requer grande manipulação por parte do examinador, o que pode levar a flutuações.
Em um estudo de prova de conceito publicado recentemente no Journal of Sleep Research(DOI: 10.1111/jsr.14075), as alterações metabólicas noturnas no suor de pacientes com apneia do sono foram avaliadas por Castillo e sua equipe e classificadas com base em seu índice de dessaturação de oxigênio (ODI). O objetivo era demonstrar que o ODI pode ajudar os médicos a identificar melhor quais pacientes na fila de espera precisam de tratamento com mais urgência.
A apneia do sono é atualmente diagnosticada com base no índice de apneia-hipopneia (AHI), que é o número de paradas respiratórias por hora, com 30 ou mais episódios indicando uma condição grave. O problema com o AHI, de acordo com Castillo, é que ele considera apenas o número de eventos de apneia-hipopneia, enquanto o ODI reflete o número desses episódios que são preocupantes.
