Nos últimos anos, foram alcançados avanços terapêuticos significativos no tratamento da Esclerose Múltipla (EM). Novos ingredientes ativos e abordagens terapêuticas prometem um melhor controle da atividade da doença e uma desaceleração da progressão da incapacidade. Um marco importante foi a introdução de anticorpos que esgotam as células B, como o Ocrelizumab (Ocrevus). Dados de longo prazo de 9 anos agora mostram os benefícios do tratamento precoce: 48,2% dos pacientes que receberam Ocrelizumab desde o início não apresentaram atividade da doença, em comparação com apenas 25,7% na mudança posterior de interferon[1]. Isso ressalta a importância do início precoce do tratamento com medicamentos altamente eficazes. Os inibidores da tirosina quinase de Bruton (BTKi), uma nova classe de ingredientes ativos que está atualmente sendo investigada em estudos de fase 3, também são promissores. Substâncias como Evobrutinib, Tolebrutinib e Fenebrutinib, ao contrário dos anticorpos, podem atravessar a barreira hematoencefálica e devem suprimir a inflamação latente do SNC[5]. No entanto, o Evobrutinib não atingiu o desfecho primário de redução da taxa de surtos em comparação com o Teriflunomida em dois estudos de fase 3[6]. Isso levanta a questão…