Novas descobertas de pesquisa, apresentadas hoje no Congresso 2025 da Academia Europeia de Neurologia (EAN), revelaram uma forte ligação entre o ritmo cardíaco noturno e a saúde futura, mesmo em pessoas sem problemas de sono aparentes.
O estudo, realizado na Clínica de Neurologia do Hospital Universitário de Berna e que acompanhou 4.170 pessoas ao longo de 13.217 anos-pessoa de acompanhamento, descobriu que a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) durante o sono pode servir como um forte sinal de alerta precoce para futuras condições de saúde, como AVC, depressão e disfunção cognitiva.
A VFC reflete a flutuação nos intervalos de tempo entre os batimentos cardíacos. A VFC ajusta-se continuamente às exigências físicas e emocionais do corpo. Durante o dia, a VFC é fisiologicamente alta, indicando um alto nível de atividade. À noite, especialmente durante o sono profundo, a VFC tipicamente diminui, sinalizando a transição para o modo de descanso e recuperação, onde o corpo se concentra na restauração e recarga para o dia seguinte.
A pesquisa descobriu que certos padrões de VFC estão associados a condições de saúde posteriores. Os participantes que mais tarde sofreram um AVC frequentemente apresentaram uma VFC anormalmente alta e irregular. Em contraste, uma VFC baixa foi comumente observada em indivíduos que mais tarde desenvolveram depressão. Uma VFC alta com padrões de frequência alterados também foi observada em indivíduos que mais tarde desenvolveram distúrbios metabólicos. Da mesma forma, doenças cardiovasculares e endócrinas foram ligadas a uma VFC alta.
