Cientistas descobriram uma ligação significativa entre o vírus Epstein-Barr (EBV) e o desenvolvimento da periodontite[1]. O estudo atual mostra que uma infecção recente pelo EBV ou sua reativação aumenta significativamente o risco de doenças gengivais significativamente, enquanto a exposição precoce na vida pode até ter um efeito protetor[1].
O estudo descobriu que níveis elevados de anticorpos contra o EBV aumentam o risco de periodontite em cerca de 27%[1]. Curiosamente, também foi observado que uma resposta imune precoce ao vírus na infância pode reduzir o risco de desenvolver a doença posteriormente em cerca de 11%[1].
Essas descobertas podem ter implicações de longo alcance no tratamento da periodontite. No futuro, testes virais e terapias antivirais podem ser usados especialmente em pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais[1]. Medidas preventivas, como estratégias de vacinação contra o EBV, também podem desempenhar um papel na prevenção da periodontite no futuro[1].
Os resultados são particularmente relevantes, pois o vírus Epstein-Barr infecta mais de 90% da população mundial[1]. Mais estudos clínicos agora esclarecerão os mecanismos exatos dessa interação vírus-bactéria[1].
Fontes:
[1] https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39494826/
[2] Appraising the life-course impact of Epstein-Barr virus exposure and its genetic signature on periodontitis – PubMed https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39494826/
