Homocisteína como valor sanguíneo: Visão médica baseada em evidências
A homocisteína é um aminoácido sulfurado não proteinogênico que surge no metabolismo humano como um intermediário na degradação da metionina. Concentrações plasmáticas elevadas (hiper-homocisteinemia) são consideradas há décadas um marcador independente para doenças cardiovasculares, tromboses e distúrbios neurológicos. A determinação do valor sanguíneo é realizada de rotina como parte de triagens de trombofilia ou em casos de doenças vasculares não claras. Embora grandes estudos de observação mostrem uma clara associação com risco aumentado, estudos randomizados controlados (RCTs) como VISP, NORVIT e HOPE-2 demonstraram que a redução por suplementação de vitaminas B não melhora confiavelmente os desfechos clínicos (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, mortalidade). O artigo a seguir resume a evidência atual (a partir de 2025/2026) – com base em diretrizes da AHA/ESC, meta-análises e referências laboratoriais nacionais. Bioquímica e Fisiologia A homocisteína é formada pela desmetilação do aminoácido essencial metionina. Ela é rapidamente processada, pois tem efeito citotóxico: danifica o endotélio, promove estresse oxidativo, trombogênese e processos inflamatórios. Dois caminhos principais garantem sua degradação: Distúrbios nesses processos dependentes de vitaminas…

