O Salk Institute for Biological Studies liderará um grande projeto de pesquisa para o avanço da sonogenética. A Advanced Research Projects Agency for Health (ARPA-H) financiará a iniciativa com até US$ 41,3 milhões. O objetivo é desenvolver um método terapêutico inovador e não invasivo para doenças como a neuropatia periférica.
A sonogenética utiliza ultrassom de baixa intensidade para controlar seletivamente células específicas no corpo. Para isso, as células são equipadas com proteínas sensíveis ao ultrassom. A abordagem permite a influência precisa, temporal e espacialmente controlada das funções celulares sem cirurgia ou medicamentos.
O projeto, liderado por Sreekanth Chalasani no Salk Institute, une várias instituições de ponta. Ele abrange o desenvolvimento de proteínas sensíveis ao ultrassom, o desenvolvimento de sistemas de ultrassom portáteis para uso a longo prazo e a preparação de estudos clínicos. Entre os participantes estão o Scripps Research (Ardem Patapoutian), o Massachusetts Institute of Technology, a Duke University e a University of California San Diego.
“Este é um grande passo em direção a uma terapia sem medicamentos que funciona exatamente onde e quando é necessária”, disse Chalasani. A tecnologia pode criar uma plataforma para o tratamento de várias doenças que requerem controle neural preciso.
A sonogenética foi fundada por Chalasani. Já em 2015, sua equipe demonstrou que as células podiam ser ativadas por ultrassom através da incorporação de uma proteína específica. O projeto agora financiado visa levar o método da pesquisa básica para a aplicação clínica.
A iniciativa terá duração máxima de 5,5 anos e abrange o desenvolvimento de um sistema terapêutico completo – desde ferramentas biológicas e tecnologia de ultrassom até validação pré-clínica.
O financiamento é fornecido pela ARPA-H sob o número de prêmio D26AC50003-00.
