As plaquetas são fragmentos celulares circulantes conhecidos por se aglutinarem e formarem coágulos sanguíneos que param o sangramento em vasos lesados. Os cardiologistas sabem há muito tempo que as plaquetas podem tornar-se "hiperreativas" para causar coagulação anormal que bloqueia as artérias e contribui para ataques cardíacos, AVCs e má circulação sanguínea (doença arterial periférica) nas pernas de milhões de americanos.
Apesar desta importante contribuição para o risco cardiovascular, a medição de rotina se as plaquetas de cada paciente se aglutinam (agregam) excessivamente tem sido inviável até o momento. Isso ocorre porque os resultados entregues pelo método tipicamente usado para determinar a atividade plaquetária, chamado agregometria plaquetária, variam demais de laboratório para laboratório.
Para enfrentar este desafio, um novo estudo, liderado por pesquisadores da NYU Grossman School of Medicine, identificou precisamente um grupo de pacientes com hiperreatividade plaquetária e, em seguida, os pesquisou para revelar 451 genes cuja atividade diferiu significativamente entre aqueles com plaquetas hiperreativas e aqueles sem. Publicando online em 20 de agosto na Nature Communications, a equipe de pesquisa utilizou bioinformática para atribuir um peso a cada diferença genética e gerar a Pontuação de Expressão de Reatividade Plaquetária (PRESS) de cada paciente.
„Nossos resultados demonstram que nosso novo sistema de pontuação centrado nas plaquetas pode, pela primeira vez e em todas as populações, contornar a agregometria para prever de forma confiável a hiperreatividade plaquetária e o risco relacionado de eventos cardiovasculares“, disse o autor correspondente do estudo, Jeffrey Berger, MD, diretor do Center for the Prevention of Cardiovascular Disease na NYU Grossman School of Medicine.
Os pesquisadores descobriram que sua nova pontuação pode detectar hiperreatividade plaquetária, tanto em pacientes com risco iminente de ataque cardíaco, quanto em pacientes saudáveis cujo risco futuro pode, de outra forma, permanecer desconhecido.
